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Pandora

Há muito tempo atrás, eu escrevi esse texto pra Pandora, ainda não tinha a Mel, mas o que sinto pela Pandinha não mudou por conta disso. E hoje faz 4 anos que ela está na minha vida. Achei a data propícia pra postar.

Certo dia encontrei esses - textos e chorei. Muito. E não to exagerando. Chorei tipo criança, mas por muito mais tempo. Pq me vi ali. Pq vi a Pandora ali. Pq vi que mais do que nunca nós temos uma a outra e ponto.

O fato é que várias vezes eu encaro o papel da pessoa que "gosta mais de cão do que de gente". É clichê, não precisa explicar. O amor sincero, a devoção, o respeito, tudo... Mas esse post é mais intimista, mais egoísta. Pq to falando da Panda. A minha Panda. E eu jamais conseguiria falar tudo dessa forma, como nesses textos, tão bonita, suave. Mas há algum tempo eu sinto que é necessário registrar o quanto ela é especial. Pra mim, pra minha vida.

Olho pra Panda e me vejo incapaz de imaginar a história dela. Vejo ali um ser frágil; vejam, ela é toda assustadinha com qualquer um, desconfiada, medrosa. Não sei o que a fez assim. Mas sei que não foi fácil. E ainda assim a vejo disposta a colocar tudo isso de lado para tentar me alegrar, pra me fazer bem. Disposta a me mostrar que não importa o que aconteça, ela está ali.

E, sabe, acho que isso nos torna mais próximas, que faz eu afirmar com toda a convicção que ela é a MINHA cachorra, a minha "filha". Acho que nós nos encontramos uma na outra. Esse medo de se aproximar das pessoas; de ser quem a gente realmente é só com quem a gente confia, e de não confiar em quase ninguém. Então eu percebo um dos pqs de nos entendermos tão bem.

Não foram poucas as vezes que fiquei remoendo os grandes dramas da humanidade - digo; na maioria das vezes, da minha vida - me "esperneei" baixinho, entrei em desespero, etc e tal. Ou quando recebi uma notícia ruim e comecei a chorar. E todas as vezes, olhei e Pandora tava do meu lado, muitas vezes abanando o rabo, pulando inconvenientemente em mim e sobre a minha cabeça, me arranhando desajeitada e dando lambidas. Tudo pra me ver rir ou me ver brava ou ter qualquer reação diferente daquelas. Quantas vezes me machuquei e a vi olhando pelo canto dos olhos, como quem desaprovara o que eu fiz. Como quem sofria mais por mim do que eu mesma. Tentando dizer que tava ali pra me proteger, pra cuidar de mim, que eu não precisava ter medo de nada... essas coisas que EU deveria fazer por ela. Às vezes nós invertemos os papéis por aqui... E quantas vezes eu só queria o silêncio, ficar em paz e respirar fundo e ela sentou ali do meu lado, geralmente com a cabeça encostada em mim, compreendendo tudo e ficando quietinha...

Em algum momento, lá atrás, eu achei que tava "salvando" a Panda ao adotá-la e dar uma vida "boa" pra ela. Prometi, logo no começo e inúmeras vezes depois, que nós ficaríamos pra sempre juntas, que mais nada de ruim aconteceria pra ela. Aliás, eu reforço a promessa quase todas as vezes que saio, ainda que pra trabalhar, e deixo ela sozinha... Talvez mais por mim do que por ela. A grande verdade, dessas que a gente constata no dia-a-dia, é que é o contrário. Ela me salvou. Me salva todos os dias. Me mantém humana. Me lembra que algumas situações não pedem palavras, apenas estar perto, estar junto. Me faz saber que tem alguém esperando ansiosa a minha volta pra casa, ainda que muitas vezes eu não queira; alguém que, de repente, nem depende de mim, mas que faz de tudo pra que eu acredite que sim.



Postado em 30.05.2012 - 18:27
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Fazendo planos

Aí que morar sozinha te prende numa rotina entediante de TV e internet. Pq parece que assim vc tá menos sozinha. Pra mim, ao menos. Aí que me olhei lendo meus feeds diários e me senti meio bleh. Não sei definir bleh. Mas lendo um post que no final constava a música do Green Day, Good Riddance, me inspirei e tirei um tempo pra sair do mesmo e pensar em mim.

Lá fui eu com papel e caneta começar a anotar tudo o que precisava (sim, preciso, pq são coisas que eu quero, e pra mim, menina mimada, se eu quero, eu preciso). Dizem que colocar seus projetos num papel te ajuda a ter mais foco pra correr atrás deles. Não sei, vou testar, não tenho nada a perder. Quem sabe num outro dia de inspiração eu passe a limpo numas folhinhas bonitinhas e cole pela casa pra me lembrar deles.

Planos pra 2 meses, 1 ano, 5 anos. Até os 30, pq eu sempre tive uma fixação absurda por números inteiros e pra idade é a mesma coisa, isso inclui as metades, os "5's" - e talvez por isso ter feito 25 anos na minha atual situação tenha me dado uma certa sensação de fracasso.

O fato é que há uns 2 anos atrás, um pouco mais, lembro de estar de #mimimi conversando com um amigo sobre ter comprado e "descomprado" um apartamento. Apartamento este que é sempre o culpado quando penso em algo pra culpar a minha atual situação ferrada, digo, financeira. Enfim, lembro de ter elencado pra ele uma série de coisas que eu já teria conquistado ou estaria chegando lá, aos 30 anos. To longe delas, bem longe, mas ainda assim, continuo acreditando na única coisa que eu sempre acreditei. Em mim. E sou boa admitindo meus defeitos: sempre fui muito pretensiosa.

E como eu nunca fui boa em fazer planos "de imediato" e os mais próximos são pra uns dois meses, me dou esse prazo, 60 dias. Pra aproveitar como me for conveniente, continuar vivendo como eu to hoje, inclusive fazendo nada quando eu não to mesmo a fim de fazer nada. Veremos.



Postado em 15.05.2012 - 2:34
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Dos valores agregados

Esse blog abandonadíssimo e eu juro que tento mudar esse layout, pq enjoei dele, juro que tenho uns 200 posts as draft, e aí que eu não faço nada. Enfim...

Aí que a tartaruga de chocolate me inspirou a finalmente escrever alguma coisa. Pq, por coincidência, essa semana eu tava conversando sobre isso com uma amiga, quando fomos almoçar e ela comprou aqueles doces em formato de frutinha com leite ninho. Já era de se esperar, passamos um tempo lembrando dos cigarrinhos de chocolate, do pirulito do Zorro, daquele que vinha com um pózinho e de mais um monte de coisas nostálgicas.

Bom, o docinho decepcionou. A Tortuguita também. Não que sejam ruins, mas vem toda aquela carga de "passado", toda aquela expectativa de criança, todos aqueles sentimentos bons, toda aquela despreocupação. Valores que esses produtos nunca tiveram, mas que nós agregamos a eles. Hoje vc conhece N sabores melhores, hoje vc abre o pacotinho e vem uma tartaruga "tosca" de chocolate. Sem graça. Nada de emoções, sentimentos ou felicidade juntos, mas expectativas sim. E expectativas, por mais próximas que cheguem da realidade são sempre super valorizadas, logo, quase sempre frustram.

E pra não parecer que esse post é só sobre gordices infantis, cito os meus desenhos queridos, Sailor Moon, Speedy Racer e the best one, Cavaleiros do Zodíaco, que revi pela Net, mas não me prendeu tanto quanto na Manchete, não entendi na época, mas não são mais tão bons. Não são mais "tudo aquilo"...

Falo também do meu livro preferido. Li quando tinha 8 ou 9 anos. E foi o primeiro livro LIVRO que eu li. Daqueles que a escolinha não mandava ler, daqueles que não eram infantis ou com ilustrações. Me senti adulta, me senti importante, me senti descobrindo o mundo. E a história me era tão envolvente, tão fascinante que eu me prendeu como nenhum outro. Não recomendo pra criança nenhuma, mas "O Xangô de Baker Street" fez parte da minha infância. Voltei a lê-lo mais umas duas ou três vezes, não sei com quais idades. Mas o fato é que não leria hoje. Quero comprar lá no Estante Virtual (meu mais novo vício de compras) pelo prazer de ter, pq a capa e folheá-lo vão me trazer toda a parte boa. A história eu não sei. Não sei se vai continuar sendo "incrível" e mágica ou se vai ser apenas um bom livro. Dessa vez, prefiro não arriscar.

O bom da vida é que a gente vive aprendendo. E aí que eu aprendi que lembranças devem ser isso mesmo, lembranças. Tentar revivê-las depois de passadas tira delas a beleza e, nesse caso, a inocência. E acho que isso serve pra todas essas nostalgias de criança, mas também pra quase tudo na vida. Se passou, teve que passar. Se acabou, teve que acabar. Eu gosto mesmo é de guardar o máximo de coisas boas de tudo, então tem horas que é melhor só sentir saudades.

E, poxa, a tartaruga foi frustrante, mas o pirulito do Zorro continua sendo o melhor de todos os tempos. E se eu achar, prometo que não vou comprar...



Postado em 05.04.2012 - 14:58
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